quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Rosalba espera ajuda do governo Dilma para governar


A mensagem anual da governadora Rosalba Ciarlini não trouxe o anúncio de novos projetos e voltou a uma temática já muito enfatizada pela atual gestão, que é a contabilidade da dívida deixada pela administração de Iberê Ferreira (PSB). Durante 50 minutos a governadora falou aos deputados estaduais. Um discurso longo, mas sem surpresas. Ela começou falando das dívidas do Estado e foi enfática ao afirmar que é necessário fazer um “saneamento das contas”. “A desordem nas finanças estaduais, de algum tempo para cá, deixou de ser um problema local, tornando-se objeto de preocupação nacional, notadamente em razão de seu cômputo no déficit público global”, comentou, ressaltando a punição do governo federal para quem ultrapassa o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal.

fotos:aldair dantasGovernadora afirma que vai em busca de recursos financeiros para construir dois hospitaisGovernadora afirma que vai em busca de recursos financeiros para construir dois hospitais
“Chamo a atenção da Assembléia Legislativa para este ponto, anotando que a não participação da União em nossos projetos de investimento inviabiliza qualquer esforço na direção do desenvolvimento. Posso afirmar que os recursos federais devem estar presentes na quase totalidade de nossos programas, se não em todas as nossas ações voltadas para a infraestrutura e progresso econômico”, destacou a governadora.

A chefe do Executivo se estendeu muito no detalhamento das contas, mas foi sucinta ao falar de educação, saúde e segurança. Para educação anunciou concurso público para mais de 3 mil professores. No entanto, ponderou que antes de deflagrar o processo seletivo é preciso equilibrar as contas.

Para saúde destacou que já está buscando recursos federais para construção de um hospital na zona Oeste de Natal e um em Mossoró. Ela destacou que serão implantados programas de atenção especial à saúde da criança e da mulher, em parceria com os Municípios. “E pretendemos fazer mutirões para atender à grande demanda de ortopedia e traumatologia, saúde do homem, oftalmologia, e outras especializadas de demanda reprimida”, enalteceu.

Sobre a Copa do Mundo de 2014, ela voltou a afirmar que a gestão está fazendo todos os esforços para realizar a obra de 2014. A chefe do Executivo  lembrou que a administração está resolvendo as pendências deixadas pelo Governo passado para garantir a realização dos jogos de 2014. “O atual governo se deparou com um quadro de risco iminente, com obrigação imediata de honrar compromissos financeiros assumidos pelo Governo anterior com projetos e consultorias da ordem de R$ 7,1 milhões”, comentou.

bate-papo - » Rosalba Ciarlini governadora

“Privilégios não podem mais permanecer”

Como a senhora recebe essa manifestação dos servidores?

É muito justo o que eles falam. Estão tão indignados porque essa situação foi criada pelo governo anterior e eles estão sentindo na pele. Nós estamos estudando, analisando, tentando encontrar caminhos porque, na realidade, queremos que o Estado seja equilibrado financeiramente, eficiente nas respostas ao atendimento à população. Mas infelizmente ninguém tem uma varinha de condão. Têm privilégios que não podem mais permanecer.

A senhora fala em privilégios se referindo ao Itep?

O Itep pagava R$ 1 milhão por mês para plantões. Pessoas que nem estavam no Itep recebiam plantão. E tinham algumas atividades que não eram necessárias no plantão. O diretor (do Itep) está fazendo uma organização no serviço para que a gente possa realmente administrar. Infelizmente é difícil porque ninguém faz omelete sem quebrar ovos.

Mas os servidores do Itep afirmam que foram reduzidos os pagamentos?

Estamos fazendo a reorganização dessas questões. A questão dele (do Itep) é plantão. Não é salário. Está tudo em dia. Agora os plantões é que eram de todos (os servidores). Todo funcionário tinha plantão com adicional noturno. O Itep tinha tanto dinheiro para plantão e só tem uma geladeira, inclusive com defeito.

E o que a senhora tem a dizer para os servidores do Meios que estão com salários atrasados?

Estamos vendo juridicamente como serão repassados os recursos que não foram pagos desde outubro para que os servidores possam receber os seus salários. Estamos já tentando equacionar isso para eles receberem os atrasados. Mas estamos estudando também como não renovar o convênio.

Então o Governo irá cancelar o convênio com o Meios?

A intenção é essa. Quando havia esses convênios tinham as creches que hoje foram todas absorvidas pelo Fundeb. A assistência à terceira idade é do municípios. O Restaurante Popular está com a Sethas.

Deputados criticam mensagem

A mensagem da governadora Rosalba Ciarlini gerou uma dupla interpretação na Assembleia Legislativa. Os parlamentares da bancada da situação elogiaram o tom do discurso, ressaltando a delicada situação financeira do Estado. Já os oposicionistas apontaram que a chefe do Executivo não trouxe nenhum programa novo, a não ser os que estavam sendo executados pela gestão passada. O deputado Gustavo Carvalho (PSB) disse que a tônica do discurso da governadora traz preocupação por não ter nenhum programa novo. “Nos deixa preocupados por notar que o Governo não tem nenhum programa novo. Não teve nenhum projeto novo anunciado”, frisou.

O deputado estadual Fernando Mineiro (PT) disse que “foram 22 páginas (do discurso) de olho no retrovisor e citações e projetos do governo passado”. “Não vi nenhuma relação de obra nova e ação que tenha a marca do atual governo. As principais ações são herdadas do Governo Rosalba são herdadas do Governo passado”, completou o petista.

protesto

Desde o início da tarde de ontem os manifestantes se posicionaram em frente ao prédio da Assembleia Legislativa. Os protestos impediram a governadora Rosalba Ciarlini de entrar pela porta da frente do Palácio José Augusto, sede da Assembleia. Com os ânimos acirrados, os servidores que participavam da manifestação foram impedidos de entrar na Casa e a entrada foi liberada apenas faltando poucos minutos para a sessão começar.

Mesmo em meio aos protestos, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ricardo Motta, ainda fez a tradicional revista as tropas da Polícia Militar, em frente ao Palácio José Augusto.

O movimento dos servidores obrigou o cerimonial da Assembleia a mudar a estratégia. Estava previsto que a governadora iria entrar no Legislativo pela porta da frente. No entanto, ela teve que ingressar por uma saída lateral.

Quando foi anunciada no plenário a governadora enfrentou vaias dos servidores. Coube ao presidente da Casa, Ricardo Motta, informar que a platéia “estava proibida de se manifestar”.

Manifestantes reclamam de atrasos no pagamento e cortes

Uma manifestação realizada em frente à Assembleia Legislativa por cinco categorias de servidores, marcou a tarde de ontem. A multidão formada por funcionários do Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep), agentes penitenciários, aprovados no concurso para a Polícia Civil, funcionários do Meios e representantes da Associação dos Cabos e Soldados vaiou a passagem do presidente da Assembléia Legislativa, Ricardo Motta.

Para a presidente do Sindicato da Polícia Civil (Sinpol) Wilma Marinho, o governo não deveria ter cortado o salário dos funcionários do Itep. “Se ela acredita que existem “fantasmas” deveria ter feito uma auditoria, mas não cortar os salário. Eles receberam apenas 30% do salário e não existe garantias de que vão receber o pagamento este mês”, lamenta a sindicalista.  

De acordo com o diretor do Sinpol Erivan Fernandes, os funcionários do Itep estão “passando fome” com o corte salarial. “O governo deve acabar com o cabide de emprego. O prefeito de Santo Antônio do Salto da Onça tem funcionário dentro do Itep. O prefeito de Alexandria também. Precisamos da implantação do estatuto do Itep, mas não agir desta forma. Muita gente trabalhou corretamente e não está recebendo também”, afirmou.    

Milena Carla Silveira, 22 anos trabalha no Meios há nove anos. Educadora, ela está grávida de sete meses e trabalha na creche estadual Júlia Borges, no bairro Paredões, em Mossoró. “Estou sem salário e sem perspectiva. Não quero que meu filho nasça nesta situação. Queremos o  salário que é nosso de direito”, afirmou.

A educadora Kerlia Alves, 33, é funcionária da creche CSU – São Antônio, também localizada em Mossoró. Ela se mostrou indignada. “Recebemos um salário de R$ 510 e ainda assim está atrasado. Esse problema começou na gestão passada e ainda estamos enfrentando esta humilhação. As contas estão chegando em casa. Está tudo atrasado e não temos perspectiva de quando iremos receber. O governo precisa se sensibilizar com a nossa situação”.

Câmara vota salário mínimo no primeiro teste de Dilma

A agenda legislativa da presidente Dilma Rousseff tem sua primeira grande votação nesta quarta-feira (16), quando a Câmara dos Deputados deve decidir o valor do salário mínimo deste ano. A oferta do Palácio do Planalto é de R$ 545, mas oposicionistas e parte dos aliados defendem um piso de R$ 560, abrindo a possibilidade de um acordo mais oneroso aos cofres públicos ou de um enfrentamento com os sindicatos.
A maioria dos parlamentares acredita que Dilma sairá vitoriosa na votação do projeto de lei do mínimo, apesar de ter desabrigado muitos integrantes do governo Lula, mas as dificuldades que terá para isso ainda não estão claras. Além da oposição de PSDB, DEM e PPS, os aliados PDT e PMDB não estão coesos para a votação. A presidente precisa de maioria simples para aprovar a iniciativa, ou seja, metade mais um dos parlamentares presentes.
Na quarta-feira, em um movimento não tão comum, Dilma enviou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para debater o tema no plenário da Câmara dos Deputados. Outros emissários do Palácio do Planalto também pressionaram membros da base aliada a votar com a orientação do governo – em um momento no qual as nomeações para cargos de segundo escalão estão congeladas, esperando a decisão sobre o salário.
O ministro evocou a fórmula de concessão de reajustes durante a gestão anterior, contabilizando o PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes, corrigido pela inflação do ano anterior. Como o crescimento da economia foi nulo em 2009, este ano traria menos benefícios para o trabalhador, diz ele. Contabilizando a expansão de 2010, no entanto, os retornos seriam bem mais polpudos no ano que vem.
Para a defesa do valor estipulado por Dilma, Mantega apelou ao risco de mais inflação e de desequilíbrio nas contas públicas, em um momento no qual a Presidência planeja cortes de até R$ 50 bilhões no orçamento. "Se já começarmos descumprindo os R$ 545, o governo vai flexibilizar outras despesas e, portanto, nós vamos ter um descontrole fiscal no país e a inflação vai subir em função do descontrole fiscal", afirmou.
Alguns oposicionistas, como o candidato derrotado à Presidência José Serra (PSDB), defendem que o salário mínimo chegue a R$ 600. Outros, que se somam a líderes sindicais que pregaram o voto em Dilma nas eleições, querem o valor em pelo menos R$ 580. Uns poucos, nos bastidores, admitem aceitar R$ 560, valor defendido pelo oposicionista DEM, com algum aumento real além da inflação.
As armas
Líder do governo na Câmara, o deputado federal Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse que apenas PDT e PSB não se comprometeram com o valor de R$ 545 – sendo que o PSB apenas não esteve presente na reunião dos partidos da base aliada para definir o assunto. “Todos os partidos decidiram que vão aprovar a política que tem dado resultado desde o governo Lula. O governo tem conforto para votar”, afirmou.

Vaccarezza descartou defecções no próprio partido, dono da maior bancada da Casa, e disse que pelo menos 60 peemedebistas acompanharão a proposta do Palácio do Planalto. Embora a margem para vitória ainda seja confortável, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, promete brigar por uma proposta mais palatável aos trabalhadores.
“Vamos falar com Deus e o diabo para conseguir os R$ 560” disse. “Estamos recuando do valor de R$ 580. Queremos agora um reajuste de R$ 15 além do que foi prometido pelo governo. O que dá R$ 0,50 por dia. Ou R$ 0,06 por hora", disse. Cálculos dos partidos adversários da proposta do governo apontam que o mínimo em R$ 560 aumentaria em R$ 3 bilhões o custo para os cofres públicos. O governo desconversa.
A votação também será o primeiro teste para o novo presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS). Eleito apesar de Dilma ter desejado Vaccarezza em seu lugar, ele conduzirá o debate sobre o assunto sob olhos atentos do Palácio do Planalto. “Espero que o debate ocorra em bom tom e em bom nível”, disse ele, ex-líder sindical em Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre. Oposicionistas também o julgam pouco habilidoso para lidar com manobras inesperadas. Quarta-feira é dia de prova na Câmara dos Deputados.

Panamericano divulga rombo de R$ 4,3 bilhões

Em balanço patrimonial do ano de 2010 divulgado na madrugada desta quarta-feira, a atual administração do banco Panamericano confirmou que o rombo total nas contas da entidade chegam à cifra de R$ 4,3 bilhões.
Inicialmente apuradas na ordem de R$ 2,5 bilhões, as perdas do banco foram revistas pela nova administração --com o auxílio de consultores externos-- que identificou irregularidades adicionais nas contas no valor de R$ 1,8 bilhão.


Segundo o balanço, o rombo total anunciado é a soma de: R$ 1,6 bilhão referente a carteira de crédito insubsistente; R$ 1,7 bilhão referente a passivos não registrados de operações de cessão liquidados/referenciados; R$ 500 milhões referentes a irregularidades na constituição de provisões para perdas de crédito; R$ 300 milhões referentes a ajustes de marcação a mercado; R$ 200 milhões referentes a outros ajustes.
NEGÓCIO
O BTG Pactual e o Grupo Silvio Santos acertaram no último dia 31 de janeiro a venda do banco por R$ 450 milhões. O acordo também incluiu um empréstimo adicional pelo Fundo Garantidor de Créditos, entidade dirigida pelos bancos, de R$ 1,3 bilhão ao PanAmericano. Em novembro do ano passado, o fundo já havia emprestado R$ 2,5 bilhões. Os outros R$ 500 milhões foram tirados do próprio banco PanAmericano, de uma forma que o fundo ainda não explicou.
Em dezembro de 2009, a Caixa Econômica Federal havia adquirido 36,56% do capital total do banco por R$ 739,27 milhões. O restante das ações segue na Bolsa, com acionistas minoritários.
Reportagem da Folha publicada no último dia 3 aponta que a Caixa e o BTG Pactual ainda devem comprar R$ 14 bilhões em títulos e carteiras de crédito do banco para que ele possa funcionar em condições competitivas. A Caixa se comprometeu sozinha a colocar entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões no PanAmericano.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Londres divulga o calendário dos jogos olimpicos de 2012



Os jogos de Londres vão começar dia 27 de julho de 2012 e vão até 12 de agosto. o calendário das olimpiadas foi divulgado nesta terça-feira na capital inglesa. Os ingressos começam a ser vendidos em março, os tiquetes mais baratos vão custar  20 libras(R$53,63), os mais caros 725 libras (R$ 1944,00).


                                                          

Prefeitos querem evitar o mínimo superior a R$ 545,00


O governo federal não está sozinho no lobby para evitar um aumento do salário mínimo acima dos R$ 545,00. Prefeitos de todo o país estão em campanha para evitar que a concessão de um reajuste maior prejudique ainda mais a situação dos executivos municipais. Números da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) estimam em R$ 38 milhões o impacto nas contas das prefeituras de cada R$ 1,00 de aumento dado ao mínimo. Além do salário dos trabalhadores em si, o cálculo já leva em conta os encargos trabalhistas.

renato araújo/abrPaulo Ziulkoski alerta para limites da Lei de ResponsabilidaPaulo Ziulkoski alerta para limites da Lei de Responsabilida
A elevação do mínimo para R$ 545,00 já tem um impacto estimado em R$ 1,3 bilhões nas contas das prefeituras em 2011. Se a emenda apresentada por DEM e PDT obtiver sucesso e levar o valor para R$ 560,00, os municípios teriam um gasto de quase R$ 1,9 bilhão. Caso o mínimo suba para R$ 600,00, como defende o PSDB, as prefeituras teriam uma despesa extra de R$ 3,4 bilhões.

Líder do PR na Câmara, o mineiro Lincoln Portella conta ter recebido desde a semana passada ligações de mais de 40 prefeitos para falar sobre o tema. “Não podemos ser irresponsáveis e querer jogar o salário mínimo para um patamar que as prefeituras não dão conta. Tenho recebido ligações de prefeitos pedindo pelo amor de Deus que não deixemos o mínimo ir além dos R$ 545,00”, afirma ele.

O relato de Portella não é isolado. Deputados e senadores de vários partidos comentam sobre o assédio dos prefeitos. Um senador do Nordeste conta ter recebido ligações de prefeitos afirmando não conseguir sequer pagar a folha de pagamento do próximo mês se o salário for para um valor maior.

A região Nordeste tem o maior número de trabalhadores recebendo até um salário mínimo e meio, segundo dados da CNM. O levantamento mais recente, de 2009, mostra que quase a metade dos 1,7 milhões de funcionários de prefeituras nesta faixa salarial vive nesta região. É no salário destes trabalhadores que o reajuste é praticamente imediato.

Os pequenos municípios são os que mais sofrem com os reajustes do mínimo. Eles têm suas receitas vinculadas basicamente a repasses da União, principalmente o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que não vem crescendo no mesmo ritmo dos aumentos concedidos ao salário mínimo.

O presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski, estima que devido aos sucessivos aumentos do salário mínimo centenas de prefeituras têm estourado o limite de gastos da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Convidado para falar na comissão geral que a Câmara realiza amanhã para discutir o tema, Ziulkoski enviará um técnico ao Congresso. O presidente da Confederação já tinha agenda no Nordeste e está mostrando aos prefeitos o tamanho do impacto e pedindo para que pressionem os deputados. “Não vamos gastar dinheiro à toa e ir pra Brasília. A estratégia é cada prefeito falar com seus deputados e mostrar que não dá conta de pagar”.

PSDB apresentará emenda para salário de R$ 560

O líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Duarte Nogueira (SP), disse ontem que o partido vai apresentar amanhã emenda propondo reajuste para o salário mínimo no valor de R$ 600. O tucano, contudo, admitiu a dificuldade de a proposta ter sucesso na votação da matéria. Após um encontro com o governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB), Nogueira falou em “coerência” e afirmou que espera que a bancada tucana adote um posicionamento único em relação ao salário mínimo.

A legenda se divide entre posições já manifestadas pelo senador Aécio Neves e pelo ex-governador de São Paulo, José Serra. O tucano mineiro acha que é possível e há espaço para um reajuste maior do que o valor de R$ 545 proposto pelo governo, mas não encampa o valor de R$ 600 defendido por Serra.

“Nós na campanha eleitoral apontamos que o salário mínimo de R$ 600 era possível. Entendemos nesse momento, com os argumentos técnicos, sem desequilíbrio do Orçamento da União, de que há uma margem por subestimativa da receita da Previdência de poder dar o salário mínimo de R$ 600”, afirmou o líder tucano. “Sabemos que dificilmente haverá, pela pressão do governo, viabilidade na vitória desses R$ 600, todo mundo já está percebendo isso. Mas isso não tira a nossa capacidade e ao mesmo tempo o nosso empenho de mostrar que é possível.”

Conforme o líder tucano, caso a emenda seja derrotada, o partido vai lutar para que o aumento do salário mínimo “seja o maior possível, além dos R$ 545”.

Questionado se a bancada do PSDB vai unida para a votação, Nogueira não foi categórico: “Eu espero que sim.”

Aécio, depois também de se reunir com Anastasia, disse na sexta-feira que o PSDB iria se reunir no início desta semana para tirar uma posição convergente no Congresso em relação ao reajuste do valor do salário mínimo. O senador mineiro propõe “um caminho mais prudente” e um acordo com dirigentes de centrais sindicais, em especial da Força Sindical.

Para Nogueira, o PSDB “pode se dar ao luxo” de ter opiniões divergentes em alguns temas. Ele disse que a proposta de R$ 600 tem apoio do DEM e seu papel é promover o debate. “O que é melhor para que a gente possa defender com garra e com coerência o que a gente está pregando.”

“Candidatura natural”

Após a audiência no Palácio Tiradentes, o deputado paulista pregou a necessidade de uma oposição “dura”, mas também “responsável” e “qualificada”.

O líder do PSDB na Câmara disse que a discussão sobre a candidatura presidencial em 2014 deve ocorrer “no tempo adequado para que o carro não fique na frente dos bois”. Também se esquivou da polêmica envolvendo uma suposta candidatura natural do partido.

“A candidatura natural é aquela que ocorre dentro do partido por convergência. Falar de candidatura natural nesse momento não é natural.”

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O RN é um dos cinco estados brasileiros que mais gasta com pessoal

O Rio Grande do Norte figura na lista dos cinco Estados brasileiros onde os gastos com pessoal estão acima do limite total da Lei de Responsabilidade Fiscal. A noticia foi destaque na edição de hoje da Folha de São Paulo.
Além do Estado potiguar, também estão em situação semelhante Alagoas, Paraíba, Goiás e Minas Gerais.
Pela Lei de Responsabilidade Fiscal, os Estados não podem gastar mais que 46,55% do orçamento com servidores. Senão, ficam impedidos de dar aumento e criar cargos.
Se passar de 49%, o governador tem de demitir funcionários, começando pelos cargos de livre nomeação (sem concurso). No Rio Grande do Norte, os gastos consomem 48,8% da receita mensal de R$ 5,3 bilhões.

Campeonato Potiguar 2011

                                                                        

 No campeonato estadual pela 5ª rodada o ex-lider América foi derrotado pelo ABC 1 a 0 no classico rei, e pela primeira vez saiu da ponta da tabela, ficando ainda em 3º.O novo lider o Santa Cruz dispachou 3 a 1  o ASSU em  casa, a dupla PotiBa segue sem vencer na competição, o potiguar empatando 1x1 com o Corintians e o Baraunas perdendo para o Palmeira de Goianinha, ainda tivemos Centenário 0x2 Alecrim. Confira a classificação

Domingo, 13/02/2011 5ª Rodada
1Santa Cruz-RN 13 5 4 1 0 7 2 5 86%
2ABC 12 5 4 0 1 12 3 9 80%
3América-RN 12 5 4 0 1 8 1 7 80%
4Palmeira 10 5 3 1 1 7 5 2 66%
5Alecrim 8 5 2 2 1 3 1 2 53%
6Corinthians-RN 4 5 0 4 1 3 4 -1 26%
7ASSU 3 5 1 0 4 2 11 -9 20%
8Potiguar 3 5 0 3 2 2 9 -7 20%
9Centenário 2 5 0 2 3 1 5 -4 13%
10Baraúnas 1 5 0 1 4 0 4 -4 6%                       





















Um craque dá adeus ao futebol


Todas as atenções do mundo do futebol estão voltadas para o atacante Ronaldo nesta segunda-feira. O Fenômeno anunciou, no último domingo, que vai se aposentar e convocou uma entrevista coletiva para confirmar oficialmente sua retirada dos gramados. Mas, há dez dias, o próprio jogador já havia sinalizado que essa ideia passava por sua cabeça.

No dia 5 de fevereiro, apenas três dias depois da derrota por 2 a 0 para o Deportes Tolima, da Colômbia, que custou ao Corinthians a eliminação precoce na fase preliminar da Copa Libertadores da América, Ronaldo fez um longo desabafo pelo Twitter. Em várias mensagens, o Fenômeno condenou a violência de alguns torcedores corintianos revoltados com a eliminação e admitiu que pensou em abandonar o futebol antes do fim do ano.

"Pensei muito nesses últimos dias sobre antecipar minha aposentadoria. Mas não vou dar esse gostinho a esses vândalos e críticos", postou o Fenômeno no início da tarde daquele sábado, poucas horas depois de o ônibus da delegação do Corinthians ser apedrejado na chegada ao Centro de Treinamento Joaquim Grava, no Parque Ecológico.
Ronaldo, em sua apresentação como reforço do Corinthians, no fim de 2008: aposentadoria em 2011
Crédito da imagem: Agência EstadoNa mesma série de tuitadas, Ronaldo não escondeu a irritação pelas fortes críticas que recebeu da torcida após a eliminação da Libertadores e deu sinais de que sua paciência com situações como essa no futebol estava por um fio. "Jogo por amor e somente por amor, porque realmente e sinceramente não precisava estar passando por tudo isso", disparou.

Acusado de "mercenário" por alguns torcedores, Ronaldo chegou a dizer que não recebe "um centavo do clube". "Todo o dinheiro que recebo eu trouxe com o atual patrocinador (...) e ainda o clube recebe muitos milhões desse patrocínio", postou o atacante do Corinthians.

A gota d’água para a decidir antecipar a aposentadoria teria vindo com a saída do amigo Roberto Carlos, ameaçado por alguns torcedores após a eliminação diante do Tolima, e que deixou o Corinthians e está se transferindo para o Anzhi Makhachkala, da Rússia. Ronaldo, de fato, entendeu que ele, assim como o lateral pentacampeão do mundo, não precisavam "passar por isso". E optou pelo adeus.