quarta-feira, 7 de novembro de 2012

BARACK OBAMA É REELEITO PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS

 

O presidente dos EUA, Barack Obama, reeleito após vencer o republicano Mitt Romney na eleição da véspera, disse nesta quarta-feira (7) que, para os Estados Unidos, "o melhor ainda está por vir" e que ele volta à Casa Branca "mais determinado e inspirado" para o segundo mandato.
Obama, que ganhou mais quatro anos para continuar implantando seu programa de mudanças, teve dificuldades para iniciar seu discurso. A plateia gritava para o presidente: "Mais quatro anos! Mais quatro anos".
Obama disse que parabenizou o candidato republicano, Mitt Romney, e seu candidato a vice, Paul Ryan, pela campanha.
 

O democrata, falando a uma multidão, fez uma declaração de amor à primeira-dama, Michelle, e às filhas, Sasha e Malia, citou o "primeiro cachorro", Bo, e também agradeceu a sua equipe de campanha.
Obama afirmou que nunca teve tantas esperanças sobre o futuro do país.
"Apesar de todas as nossas diferenças, muitos compartilham esperanças para o futuro dos Estados Unidos", disse.
O presidente celebrou o processo democrático no país e disse que quer "trabalhar com líderes dos dois partidos", pois há muito trabalho a fazer.
Ele citou a necessidade de reduzir o déficit, reformar o código tributário, aprovar a reforma da imigração e diminuir a dependência do país do petróleo estrangeiro.
O presidente reeleito também disse que quer conversar com o derrotado Romney. "Podemos trabalhar juntos para levar o país adiante", disse.

 
Avanços
Obama apostou nos avanços conseguidos em seu governo para garantir um segundo mandato. "Nós sabemos que a mudança não viria de maneira rápida ou fácil. Nunca vem", disse ele em 2011 ao confirmar ser candidato à reeleição.
Os slogans sobre "esperança" e "mudança", usados quando o candidato se apresentou como um líder visionário para mudar o destino dos Estados Unidos, sumiram.
Sob o lema "América avança", no entanto, a atual campanha de Obama buscou ecoar o mesmo entusiasmo do pleito anterior, afirmando que o país "precisa proteger o progresso conquistado".
Mas o cenário atual é bem diferente. Apesar de muitos problemas do país terem começado antes de sua presidência, Obama tornou-se face da lenta recuperação econômica da nação. Durante a campanha, um raio de esperança surgiu em forma de número: o desemprego caiu para menos de 8%, o menor índice desde janeiro de 2009.
 

Nos quase quatro anos de governo, Obama não conseguiu cumprir grandes promessas da campanha anterior, como o fechamento da polêmica prisão de Guantánamo, em Cuba, onde estão suspeitos de terrorismo. A reforma no sistema de saúde americano ainda gera divisões.
O presidente também é questionado por republicanos descontentes com o posicionamento dos Estados Unidos diante da crise na Líbia – onde quatro funcionários de um consulado americano foram mortos em ataque terrorista – e nos países do Oriente Médio.
 

Em contrapartida, Obama tentou colocar em prática sua luta por mudanças: além da reforma do sistema de saúde, promoveu mudanças nas regras para o sistema financeiro, ordenou o fim da restrição que obrigava homossexuais a esconder sua orientação sexual nas Forças Armadas, estimulou o relaxamento de leis para jovens imigrantes ilegais, anunciou a retirada de tropas do Iraque e ordenou a ação que resultou na morte do líder da rede terrorista da Al-Qaeda, Osama bin Laden.

 

Congresso dividido
Apesar da reeleição, Obama deve continuar enfrentando problemas para aprovar suas medidas no Congresso, que manteve sua divisão: Câmara controlada pelos republicanos, e Senado, pelos democratas.
Isso dificulta o trabalho do presidente – ele precisa usar sua base nas casas para que elas proponham e aprovem as leis e reformas de seu interesse.

Na eleição de 2008, os democratas também ganharam a maioria no Senado e na Câmara de Representantes. Nas eleições legislativas de 2010, entretanto, os republicanos recuperaram a maioria entre os deputados – atualmente, são 241 republicanos e 194 democratas.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

COPA 2014: PALCO DE ABERTURA DA COPA ATINGE 55% DE CONCLUSÃO DAS OBRAS



A construção da Arena Corinthians, palco da abertura da Copa 2014, atingiu 54,88% de execução. Em relação ao mês passado, quando os trabalhos da cobertura do estádio foram iniciados, o índice de execução avançou 4%.
De acordo com a Odebrecht, construtora responsável pelo trabalhos, o 5º módulo da cobertura foi içado no lado leste da futura arena nesta segunda-feira (5). No total, o setor receberá 10 peças. Já na parte oeste, 12 módulos serão instalados. 

As peças são erguidas por um superguindaste de 1.500 toneladas de capacidade e lança de 114 metros. A operação consistiu em levantar a peça do seu suporte no solo e erguê-la até o ponto de atracação, a 55 metros de altura em relação ao futuro gramado. 
Desde o final de setembro, todos os degraus da arquibancada leste estão instalados. No setor oeste, a etapa está praticamente concluída. Nesse lado, é erguido um prédio de 11 andares, que irá abrigar  as áreas vip, lojas, camarotes e convenções do estádio. Os trabalhos já ocorrem no último pavimento.


A Odebrecht mantém 2,2 mil trabalhadores no canteiro de obras, divididos em três turnos. Até agora, a construtora realizou dois empréstimo-ponte: R$ 150 milhões do Banco do Brasil e R$ 100 milhões do Banco Santander. Como os trabalhos já consumiram R$ 372 milhões, R$ 122 milhões saíram dos cofres da própria construtora. 

A empreiteira ainda espera pelo repasse do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), no valor de R$ 400 milhões. O empréstimo se encontra em tramitação há três meses. A operação já teria sido aprovada pelo banco estatal. 
A Arena Corinthians também receberá R$ 420 milhões dos CIDs (Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento), que correspondem a isenções fiscais da prefeitura paulistana para a construção da praça esportiva na zona leste da cidade.
A conclusão dos trabalhos deve ocorrer em dezembro de 2013. Seis meses depois, no dia 12 de junho de 2014, o local será palco da partida de abertura da Copa do Mundo. Além do confronto, o estádio receberá mais cinco jogos da competição.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

NOVA PESQUISA APONTA OBAMA COM 48% E ROMNEY COM 46% NO VOTO POPULAR


O presidente dos EUA, Barack Obama, tem 48% das intenções de votos, contra 46% do republicano Mitt Romney, segundo a sondagem diária Reuters/Ipsos divulgada nesta segunda-feira (5), um dia antes das eleições presidenciais.
O resultado, de empate técnico, mostra o equilíbrio dos dois candidatos no voto popular.
A pesquisa ouviu 4.725 eleitores que devem ir às urnas em todo o país.
Obama e Romney fazem campanha nesta segunda tentando garantir votos nos estados indecisos, que podem garantir a vantagem necessária para uma vitória no colégio eleitoral, e nos quais o democrata tem ligeira vantagem.A marcgem de erro é de 3,4 pontos para cima e para baixo.

OBAMA E ROMNEY ESTÃO EMPATADOS A 2 DIAS DAS ELEIÇÕES


Com a pesquisa mais recente da ABC/Wahington Post indicando empate entre os candidatos, ambos com 48%, Barrack Obama e Mitt Romney concentram os últimos esforços de campanha nos Estados capazes de decidir as eleições americanas em 2012.
Enquanto o republicano vai aos Estados de Iowa, Ohio, Pensilvânia e Virgínia, o atual presidente democrata se concentra em New Hampshire, Flórida, Ohio e Colorado.
Ambos participaram de grandes comícios neste sábado, de olho nas eleições de terça-feira (6). 
   
O ex-presidente Bill Clinton posou para fotos ao lado de Obama no Estado de Virgínia e, com uma voz rouca, após tantos comícios, ele brincou: "Tenho usado a minha voz em favor do meu presidente".
Obama disse a um público de 24 mil pessoas na cidade de Bristow, na Virgínia, que a organização de campanha já não importava mais e, agora, o poder estava com os eleitores.
Ele pediu ao público presente que não permitisse que Romney levasse os Estados Unidos de volta a uma era em que Wall Street tinha carta branca para fazer o que quisesse.
Em New Hampshire, o republicano Mitt Romney também não poupou críticas ao adversário pela declaração de Obama de que votar seria a melhor vingança contra os republicanos.
"Votar por vingança? Deixe-me dizer o que eu penso: Vote por amor ao seu país. É hora de liderarmos os Estados Unidos a um lugar melhor", disse.
Estados decisivos 
A correspondente da BBC Bridget Kendall, disse que a campanha em Ohio tem sido muito feroz e lembrou que nenhum republicano foi eleito sem vencer no Estado de Ohio.
Em eleições muito parelhas, como é o caso da atual, pode ocorrer casos, em que o candidato com a maior quantidade de votos absolutos, não é eleito. 
 
O pleito dos EUA é baseado no sistema de Colégio Eleitoral, onde cada Estado tem uma quantidade de delegados, equivalente a população local. Quem ganha no Estado leva todo os delegados para o Colégio Eleitoral.
Por isso, a votação pode ser vista, na verdade, como 51 pleitos separados (em 50 Estados e na capital, Washington). Quem ganhar 270 votos no Colégio Eleitoral é eleito presidente.
As pesquisas apontam que Obama tem uma leve vantagem na maioria dos nove Estados decisivos, como Iowa, Nevada e Ohio, mas sempre dentro da margem de erro, o que significa um empate técnico entre os candidatos.
Por isso, o termo em inglês mais usado nestas eleições tem sido o "too close, to call", que sinaliza uma situação indefinida, parelha demais para apontar qualquer favoritismo.

    domingo, 4 de novembro de 2012

    FLUMINENSE EMPATA COM SÃO PAULO



    Os atacantes Fred, do Fluminense, e Luis Fabiano, do São Paulo, são os principais artilheiros do Campeonato Brasileiro. Brigam cabeça a cabeça pelo posto de goleador da competição. Com os dois em campo, todo cuidado é pouco. Os zagueiros Gum, do Flu, e Rafael Toloi, do Triclor paulista, não tiveram essa precaução. Falharam em lances capitais e permitiram o empate por 1 a 1, neste domingo, no Morumbi, pela 34 rodada. O jogo marcou o recorde de público desta edição do Brasileiro: 58.118 pagantes.


    Com os gols deste domingo, Fred agora tem 17, contra 16 de Luis Fabiano. O empate não teve muito impacto na classificação do campeonato. O Fluminense, com 73 pontos, segue soberano na lideraça. O São Paulo, com 59, se consolida cada vez mais na quarta posição, a última do grupo que garante vaga na Taça Libertadores.
    O São Paulo volta a campo na próxima quarta-feira, para enfrentar o Universidade de Chile, no Pacaembu, jogo de volta das quarta de final da Copa Sul-Americana. Já o Fluminense joga domingo que vem, contra o Palmeiras, pelo Brasileirão.
    Correria e monotonia
    Dois times recheados de estrelas, com escalações ousadas - ambos com três atacantes e contando com os principais goleadores do Brasileirão: Fred e Luis Fabiano. O clima era de final, expectativa de grande jogo, muita gente nas arquibancadas. O cenário estava preparado, mas o espetáculo ficou só na promessa. O que se viu foi uma partida burocrática. No máximo, morna.